domingo, 31 de julho de 2011
De madrugada 1
Quando o dia resolve ir embora e senhora madrugada, imponente, assume seu reinado o tempo começa passar mais devagar e com a saudade mais presente que outrora.
Havia um tempo que todas as noites eram bonitas, mas o passar dos dias a deixou menos atraente; com temperos de castigo e culpa deixaram de ser vividas com o furor pueril.
Não sei se isso é tornar-se gelado com as sensações, só consigo ver o quanto as possibilidades de repetição são vetadas, paulatinamente, por mim. Sinto medo desse tempo podas: angústias por não ter pernas.
A falta de sono, o pensar dos olhos e dos ombros, me provoca e pensar que o passar dos anos não é generoso com os mortais e faz os desejos se perderem por entre o vai e vem da falta de sentido.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O vão da noite
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O ruim do dia
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Exibicionismo
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Uma tentativa
Venha!
Chegue um pouco mais perto... Isso!
Assim é melhor porque podemos falar baixo, bem baixinho porque quero que só você ouça:
- Vamos fazer uma brincadeira?
- Qual brincadeira?
- Esconde-esconde!
- Para quê?
- Só para eu te redescobrir e experimentar, mais uma vez, como é a sensação de encontrar seus olhos.
domingo, 24 de abril de 2011
Ordem
Aos homens de muita crença e coragem
mais intensos que o metal
mais frágeis que as palavras
Àqueles que têm sua capacidade desdenhada
que fornecem sofrimento
suor, sangue, dor...
Fantoches da lei!
Entrelaçados à mentira
Suspensos por covardia
Nutridos por bravura
Movidos aos berros
Vidas engolidas.
Aos homens de muita audácia e soberba
mais poderosos, porém fracos
mais apressados e sórdidos
Àqueles de cabelo, sapatos e vincos impecáveis
que não perdem a pose
só a compostura, caráter, respeito...
Simuladores!
Dominam os modestos
Apossam-se de vidas compradas
Exploram e descartam
Cobiça e avareza solidificadas
Vidas vazias.
É preciso ordem:
Pastores comendo grama
Ovelhas mancas e vesgas no poder!
Publicada no Manual de Poesia - Iracemápolis 2010 e escrita há 6 anos simboliza a volta dos tempos de revolta.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
!?
Dói. Às vezes menos do que deveria. Outras, mais que eu poderia suportar.
Tempos difíceis! Os olhos se enchem daquilo que eu nem sabia mais que tinha: vergonha. Do que meus olhos fizeram as honras de esquecer publicamente. Do que a minha cara se esqueceu de sentir. Do que o meu sonho se consumiu assustadoramente.
Voltar a permitir-se um encontro que não permite muito além do que as correntes permitem alcançar é um embate com o que não é possível de ser vencido, pois o vencedor está definido além das vontades de mudança. Como quando a imagem do troféu só é atingível àqueles de modo peculiares de domínio de um conflito que não cessa.
Tensão de conflitos morais são vetores do sofrimento. Confusão de palavras que transparecem em mim.
Sabido do meu tempo. Sabido do meu medo. Sabido da farsa. Sabido do desejo.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Tempo
Muito dos últimos tempos diz sobre ele, a forma como o vermelho-alaranjado tem colorido os meus dias e os momentos que altura se confunde com a idade: as costas doem e as pernas pesam de correr.
Os aniversários e o inferno astral despertam para uma travessia que deixa pra trás os momentos que inspiram um saudosismo modista e corriqueiro.
Mesmo que o corpo não tenha as mesmas curvas nem doçura... prefiro o agora.
domingo, 9 de janeiro de 2011
7 de julho
Quando os momentos que precedem o estar perto são angustiantes
Quando noites são quentes quando os corpos suam e se confundem
O tempo é mais bem vivido com desejo!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Eu que aprenda...
Do meu
Do sucesso
Do limbo
Eu que aprenda a subir
Aos meus
Aos tombos
Aos risos
Eu que aprenda a ficar em pé
Sem meu
Sem a bengala
Sem o outro
E que eu aprenda
A minha ode.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Minhas Cadeiras
domingo, 26 de setembro de 2010
Sombra
me acompanha os olhos
e passa devagar
um medo de voltar
a volta sem controle
que atordoa e faz
madrugada
começo da verdade
um sonho
o fim.