sábado, 24 de setembro de 2011
Achados
sábado, 17 de setembro de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
2 Junho 2008
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Escuta: uma tentativa - Adaptação Parte II
2 Voltando a raiz desta palavra encontramos o latim mais vívido que nunca: os “não iluminados” cada vez mais em luz, e sem vontade ascender (o interruptor).
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Escuta: uma tentativa - Adaptação Parte I
Em tempos de retorno as aulas, faço aqui a primeira adaptação do único trabalho acadêmico que, até o momento, me orgulho de ter produzido.
São fragmentos que me afetam e me modificam a cada nova leitura e re-re-edição do total de 15 páginas desenhadas a mão.
E se eu me escutasse?
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Um corpo cai
Deveria ter sido quando ela ainda estava embaixo do queixo de frente com a imagem do pescoço raivoso que ainda estava viva na sua pele, convertida em medo e resultando num olhar arredio. Desconfiada que aquela verdade não existisse mais, e pior, que ela havia sido ludibriada com fervor.
A dor da espera pela finalização daqueles poucos minutos de lembranças se esticava e nada podia impedir que aquilo continuasse o seu caminho, somente o seu fim, por si só, conseguiria trazê-la de volta aquela cama com cheiro vulgar, abrir os olhos e ver seu corpo despido e sentir a culpa da falsidade... Mais uma vez.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
De madrugada 2
E por lá se foi ela. Numa noite de céu iluminado por sua cobiça e por um par de olhos que, curiosamente, a acompanhava por entre as ruas mais vazias a cada luz que se apagava nas janelas.
As horas passavam rápido e nada poderia ser escondido ali: o ódio, o amor, a raiva, o pecado, o desejo, a luxúria e o mal se apresentavam e se despediam como em um uma dança de troca de pares. Uma troca de asas que ela permitiu acontecer e que, mesmo arrependida, sustentou a sua excitação.
Horas, suor e quilômetros depois ela estava em sua cama, ainda fria e com um pé gelado para fora do cobertor, que insistia em não obedecer as suas ordens de ser o outro.
A noite se foi e o dia a fez lembrar que sonhos não se repetem e que as noites são mais doloridas quando o sol insiste em mostrar as olheiras.
domingo, 31 de julho de 2011
De madrugada 1
Quando o dia resolve ir embora e senhora madrugada, imponente, assume seu reinado o tempo começa passar mais devagar e com a saudade mais presente que outrora.
Havia um tempo que todas as noites eram bonitas, mas o passar dos dias a deixou menos atraente; com temperos de castigo e culpa deixaram de ser vividas com o furor pueril.
Não sei se isso é tornar-se gelado com as sensações, só consigo ver o quanto as possibilidades de repetição são vetadas, paulatinamente, por mim. Sinto medo desse tempo podas: angústias por não ter pernas.
A falta de sono, o pensar dos olhos e dos ombros, me provoca e pensar que o passar dos anos não é generoso com os mortais e faz os desejos se perderem por entre o vai e vem da falta de sentido.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O vão da noite
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O ruim do dia
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Exibicionismo
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Uma tentativa
Venha!
Chegue um pouco mais perto... Isso!
Assim é melhor porque podemos falar baixo, bem baixinho porque quero que só você ouça:
- Vamos fazer uma brincadeira?
- Qual brincadeira?
- Esconde-esconde!
- Para quê?
- Só para eu te redescobrir e experimentar, mais uma vez, como é a sensação de encontrar seus olhos.
domingo, 24 de abril de 2011
Ordem
Aos homens de muita crença e coragem
mais intensos que o metal
mais frágeis que as palavras
Àqueles que têm sua capacidade desdenhada
que fornecem sofrimento
suor, sangue, dor...
Fantoches da lei!
Entrelaçados à mentira
Suspensos por covardia
Nutridos por bravura
Movidos aos berros
Vidas engolidas.
Aos homens de muita audácia e soberba
mais poderosos, porém fracos
mais apressados e sórdidos
Àqueles de cabelo, sapatos e vincos impecáveis
que não perdem a pose
só a compostura, caráter, respeito...
Simuladores!
Dominam os modestos
Apossam-se de vidas compradas
Exploram e descartam
Cobiça e avareza solidificadas
Vidas vazias.
É preciso ordem:
Pastores comendo grama
Ovelhas mancas e vesgas no poder!
Publicada no Manual de Poesia - Iracemápolis 2010 e escrita há 6 anos simboliza a volta dos tempos de revolta.